De onde vem o

Asco do after day?

Superego em excesso

ou só cansaço do id?

Meu bebê emocional

eternamente mimado

Cansou de pensar nisso.

Que venha o próximo after all

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anseios

Queria

Te dizer

Deveras

Mas

Tua vaidade

Impera na nau já desbragada

Conheço teus vícios mais sórdidos

Um café não me basta

Dessas aí…

Docinho…

Farei (todas) antes

De ti.

língua

nunca senti tão versada

assim

língua deslizante

entre políticas e puritanas putarias

roçando à moda de Caetano

comendo Camões

pra ti

só Pessoa

nessa pena distante da língua

pátria de tanto mar e sal

fado tropical

também em oceanos atlânticos

rota certeira

sempre bem-vinda

tal puta recusa de sensatez

lacuna

alheia entranha

estupor imerso

amor não explica

distância não ameniza

doença não estagna

longe aqui dentro

kota furta-cor

nunca luzidia

oculta futurista

espera e prognóstico

pressuposto diagnosticado

entre laranjas e o número 42

da rua de nome perdido

na memória

até 5h

com quem sempre longesparsestá

mas me move

a pena

sem galhofa

nem melancolia

lapso(s)

E, já que o corpo se adapta

por que esse calor,

ameno na sua chegada,

não sorri mais?
Tantas reticências na

ausência.
Só queria entender

como a memória

– esse vestígio a vociferar em

resíduos

ruminantes –

reside nos seus olhos.

Logo eu, sempre a me precipitar,

em meio

a tantos

alumbramentos,
(essezinhos) suscitados

tão

intensamente.